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Dançarinas da Jaula das Gostosudas dão aula de funk carioca
Em entrevista, as jovens Juliana Portela, Cibele Ferreira e Andréia Mendes falam sobre o assédio masculino e também a respeito do glamour do funk
Tamanho da Fonte Redação CerradoMix
Quatro ex-integrantes do grupo de funk Gaiola das Popozudas, se reuniram para criar a própria banda. Formaram então o Jaula das Gostosudas, que esteve em Brasília no último final de semana. Três delas, as jovens Juliana Portela, Cibele Ferreira e Andréia Mendes, vieram ao edifício do Grupo Comunidade de Comunicação e tivemos um breve bate-papo, no qual elas falam sobre o assédio masculino e também a respeito do glamour do funk. Mas o melhor é que elas ensinaram, com exclusividade para os nossos internautas, os principais passos do funk. Confira o vídeo e aprenda com elas.
Cerrado Mix - O que é brega no funk?
Juliana – Para mim é difícil dizer porque eu sou funkeira desde nova. Eu posso olhar um passo e acho feio. Eu posso discriminar um certo tipo de letra, mas particularmente eu não acho o funk brega.
Cibele – Tem pessoas que não sabem usar o funk de uma forma saudável. Isso eu acho brega. O funk em si não é brega, mas as pessoas fazem coisas que não são legais.
CM – E o que é chique no funk?
J – Chique é quando você marca de sair com sua amiga, combina de ir no baile, se arruma, procura a melhor roupa e arrasa.
Andréia – É ser independente de homem. A gente pega nosso carro, sai para a balada e eles ficam babando. Isso é chique.
C – É botar uma roupa bem bonita, um salto bem alto, um brinco e um batom. Passar perto deles e nem dar confiança.
CM - Como lidam com o assédio masculino?
J – É normal. Depois do show a galera vem, tira foto, respeita. Tem alguns mais abusadinhos que querem passar a mão, mas a gente sabe contornar.
C – A gente já tem costume e sabe lidar com isso. Tem uns que são muito abusados e aí precisamos chamar alguém para assessorar, mas geralmente levamos bem.
CM - Como vocês encaram o preconceito que cerca o funk?
J – Quando as pessoas têm uma imagem negativa, a gente tenta mostrar que o funk não passa de uma brincadeira.
A – O funk fica rotulado pelos Mc's e por pessoas que fazem apologia ao sexo, ao crime ou a coisas apelativas. Eu acho isso ridículo. Funk é mostrar quem você é.
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