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A vida além da tela de cinema

O filme Nosso Lar, baseado no livro homônimo de Chico Xavier, é o mais caro já feito no Brasil

Tamanho da Fonte     Manaíra Lacerda  Redação CerradoMix

 

 

O ano de 2010 marca o centenário de um dos nomes mais respeitados do espiritismo: Chico Xavier. Embalados por essa efeméride, produtores de televisão e cinema investiram no tema e conseguiram conquistar até mesmo o público que não segue a doutrina kardecista. Casos mais recente como o filme Chico Xavier, que bateu vários recordes de público, e com a novela da Rede Globo Escrito nas estrelas, líder de audiência em seu horário, mostram o interesse pelo tema. Mas nenhuma dessas produções foi tão esperada como o longametragem Nosso lar, de Wagner de Assis, que entra em cartaz neste fim de semana.

Nosso lar é baseado no best-seller homônimo psicografado por Chico através dos relatos do espírito do médico André Luiz que, após uma morte ocasionada por problemas de saúde, acorda no mundo espiritual. Cerca de dois milhões de exemplares já foram vendidos e a conta é de que mais de 16 milhões de pessoas já tenham lido o relato. Ele descreve com detalhes a vida após a morte, em um lugar chamado “nosso lar”.

 

Assista entrevista com diretor e atores de Nosso lar


“Eu conheço o livro desde a década de 80 e considero a história poderosa. Ele mexeu comigo no ponto de vista do paradigma de que existe vida depois da vida”, conta o diretor do filme Wagner Assis.

Mas não é só de fé e boa história que se vale essa produção. Fala-se que este é o filme nacional mais caro já produzido até hoje, com o valor de R$ 20 milhões. Até então, a produção brasileira mais cara foi Lula, o filho do Brasil, feito com R$ 16 milhões. Com padrões hollywoodianos, o filme de Wagner investiu pesado nos efeitos especiais, todos feitos em estúdio canadense Intelligent Creatures, mesma do blockbuster Watchmen. Além disso, a trilha sonora é assinada pelo indicado ao Oscar Philip Glass, de As horas e Notas de um escândalo.

 

Assista ao trailer de Nosso lar

 

Wagner Assis decidiu fazer o filme em 2005. “O Nosso lar é dificílimo de fazer, porque precisaria, além de muitos recursos, ser bem executado. Foi então que eu procurei a Federação Espírita Brasileira, que é dona dos direitos do livro”, explica. A inspiração não veio de nenhuma força superior. “Foi uma coisa depois da outra e não um momento de iluminação. Queríamos dar uma chance para esta história na tela. E deu certo”, avalia Assis. “Nossa expectativa é que quem tenha lido o livro vá ao cinema. Quem é simpatizante e quer dar uma chance a história também deve ver o filme”, completa.


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