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Neste domingo, Brasília se torna a capital de todos dos tambores

Tamanho da Fonte     Walberto Maciel  Redação CerradoMix

Nesse fim de semana Brasília vai se transformar na capital dos tambores. É que no sábado e domingo, das 14h às 17h, o Centro Cultural da Caixa apresenta o resultado do projeto Tambores do Brasil, com mais de 250 percussionistas  regidos pelo músico, baterista e percussionista, Leander Motta.

O projeto foi ousado. Ao longo de todo o mês de setembro, experientes músicos e artistas plásticos brasileiros estiveram na cidade para ministrar quatro oficinas de ritmos brasileiros e de construção de instrumentos, a partir de materiais reciclados. O público, que preencheu as mais de 500 vagas disponíveis, foi bastante diversificado, vindo de diferentes regiões do DF e com idade entre 10 e 60 anos.

 

Confira o vídeo em que Leander Motta apresenta instrumentos feitos nas oficinas de percussão do projeto  Tambores do Brasil.



O resultado, das mais de 45hs de oficinas oferecidas pelo Tambores do Brasil, poderá se conferido com a apresentação de uma Orquestra de Percussão. O diferencial da festa é que a maioria dos instrumentos são fabricados com material reciclado. Garrafas pets viram ganzás, chocalhos e reco-recos. Papelão vira tambor e réplicas de instrumentos africanos, cuja sonoridade não deixa nada a desejar aos originais.

Nas oficinas do projeto foram fabricados pandeiros com placas de raio x e instrumentos como o Odu, confeccionado com papelão e areia peneirada. O espetáculo do domingo é aberto ao público para assistir e participar. “Quem tiver uma panela, colher de pau, penico velho, calota de carro, pode levar para a praça em frente ao Centro Cultural da Caixa e se integrar à orquestra de percussão”, garante Leander Motta.

Leander vem de uma família de artistas. Seu pai era locutor na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, na época de ouro do rádio. Sua mãe era Terezinha do Pandeiro, famosa percussionista que se apresentou com estrelas do porte de Emilinha Borba. Foi Terezinha quem lhe apresentou  a magia da batucada. "Minha mãe veio do Rio na inauguração de Brasília e foi uma ou a primeira percussionista da cidade. Graças à ela eu tomei gosto pela coisa e atualmente faço um trabalho de pesquisa de sons, unindo a conexão entre os tambores da África e rítmos brasileiros,  como o samba, maracatus, congados e cocos".

Parte dessa mistura estará na apresentação deste sábado e domingo. Uma oportunidade única de mergulhar nas vibrações que vão da África, passam pela Turquia e repousam no Maranhão.


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