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Os “probrema” da vida de um ator com Marcelo Médici

Marcelo se desdobra em nove personagens e promete divertir o público brasiliense

Tamanho da Fonte     Thandara Yung
tyung@maiscomunidade.com  Redação CerradoMix

Neste final de semana, 12 e 13, o Teatro Nacional será palco do espetáculo “Cada um com seus probrema”, com o ator Marcelo Médici e direção de Ricardo Rathsam. Na peça, Marcelo interpreta nove personagens diferentes para contar de forma bem humorada a difícil trajetória de um ator profissional. Em entrevista concedida ao Cerrado Mix, o ator Marcelo Médici comentou sobre os desafios de viver vários personagens e a emoção de subir ao palco.

 

 

[legenda=O ator vive o corintiano Sanderson]

 

 

Como é estar de volta a Brasília?

Vou confessar que dá frio na barriga. A primeira vez que apresentei para um grande público foi no Teatro Nacional, em 2008. É bom voltar para uma cidade que me recebeu tão bem.

 

Como se preparar para viver nove personagens de uma vez?

Na verdade, não houve uma preparação para a peça em si. O espetáculo é uma junção de vários personagens meus que já existiam. Para criar um personagem de humor temos que pegar pedaços da realidade e exagerá-la, fiz isso com a realidade deles colocando um pouco de mim em cada.

 

Desde 2004, quando a peça estreou, o que mudou?

A essência da peça é a mesma. Mas é óbvio que a gente precisa atualizar os cacos, que são as piadas e comentários. Os cacos mudam mas a obra final é a mesma. É o caso da Cleuza, a faxineira do teatro, que criticava o “ator que diz que é ator mas eu nunca nem vi”, porque eu ainda não fazia novela e hoje fala mal do meu papel em Passione.

 

Como funciona a logística de transformação de um personagem para o outro?

O figurino, criado pelo Kleber Montanheiro, é uma roupa só que se transforma junto com os personagens. No início do espetáculo eu interpreto a Creuza, que é negra, e para conseguir tirar a maquiagem rapidamente eu uso um pancake próprio para teatro à base de água que sai muito mais fácil que maquiagens convecionais. A ideia é que eu consiga fazer tudo sozinho.

 

Qual a tática para manter a atenção do público durante mais de uma hora de monólogo?

No início, eu fazia pesquisa para saber o que o público tinha achado da peça. E nunca tinha um personagem favorito, cada espectador se identifica com um. Acho que o grande motivo do público gostar da peça e se prender é que ela dá muitas opções para se identificar.

 

Como você faz para conciliar o teatro e as gravações na TV?

Quando comecei a gravar Passione, eu dei uma pausa no teatro, mas senti muita falta. No futuro, se eu voltar a fazer novela e TV, eu vou fazer os dois. O teatro revitaliza. Novela é muito bom, o reconhecimento é muito grande, mas a troca de energia entre plateia e ator só existe no teatro. Não existe no mundo nada parecido com o calor de subir ao palco.

 


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