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Hoje é o grande vencedor do Festival de Cinema de Brasília
Filme levou, além do prêmio de melhor filme, o prêmio da crítica e as estatuetas de melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor roteiro e de melhor atriz
Tamanho da Fonte Luciana Lima, d Agência Brasil Redação CerradoMix
O filme Hoje, de Tata Amaral, foi o grande vencedor do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Além do prêmio Candango de melhor filme, o longa levou o prêmio da crítica e as estatuetas de melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor roteiro e de melhor atriz para Denise Fraga.
Foi a segunda vez que Tata venceu em Brasília. Em 1996 a diretora já havia faturado o prêmio principal por A hora da estrela. Hoje chegou ao Festival com uma história que retoma o tema da ditadura e e da anistia no Brasil. “É um filme atual, que trata de um passado que ainda não foi resolvido no Brasil”, disse Tata. "Meu desejo é que todos os arquivos do Brasil sejam abertos e contem outras histórias, com respeito", disse a diretora.
Com a premiação, Tata espera que Hoje consiga uma carreira sólida nos cinemas. "Este prêmio vai permitir o lançamento deste filme. Com o Candango, Hoje vai ganhar o mundo", disse a cineasta.
Ao subir ao palco para receber o prêmio de melhor atriz, Denise Fraga se mostrou emocionada. Num longo discurso de agradecimento, Denise disse ter orgulho de estar "na terra do cinema". "É um trabalho muito importante para mim. É uma história muito importante de ser contada, com sensibilidade e delicadeza", disse.
O filme Meu País, de André Ristum, foi o segundo longa mais premiado. Levou os prêmios de melhor montagem, melhor trilha sonora, melhor direção e de melhor ator para Rodrigo Santoro. "Estou tão nervoso quanto no dia da exibição do filme. Meu país fala de um país interior, que está dentro da gente", disse o ator, qeu em 2001 levou o mesmo troféu por Bicho de sete cabeças.
O documentário As Hiper Mulheres, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro, levou o prêmio de melhor som.
O prêmio de melhor atriz coadjuvante foi para Gilda Nomacce, por sua atuação no longa Trabalhar Cansa. O escolhido como melhor ator coadjuvante foi Ramon Vane, do longa O Homem que Não Dormia.
Mostra Brasília
A Mostra Brasília, competição paralela do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro promovida pela Câmara Legislativa do Distrito Federal contemplou quatro produções. Como melhor longa foi escolhido Cru, de Jimi Figueiredo. “Este prêmio é muito importante pra gente. O filme vai estar na semana que vem no Rio de Janeiro”, disse Jimi. Em segundo lugar, na categoria longa-metragem, ficou Sagrada Terra Especulada – A Luta Contra o Setor Noroeste, de Zé Furtado. Acompanhado da equipe, o diretor fez um longo discurso contra a especulação imobiliária e contra a invasão das terras indígenas no local. “Este filme e o prêmio vão servir como ferramenta de luta contra a criação deste Setor Noroeste”, avisou.
Já entre os curtas-metragens, os prêmios da Câmara Legislativa, conferidos somente a produções do DF, ficaram com Deus, de André Miranda, em primeiro lugar, e A arte de andar pelas ruas de Brasília, de Rafaela Camelo.
O melhor longa-metragem do DF recebeu R$ 75 mil e o 2º lugar com R$ 35 mil.
Confira a lista completa dos vencedores do 44º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro Longa
Melhor filme: "Hoje", de Tata Amaral
Melhor direção: André Ristum, por "Meu país"
Melhor ator: Rodrigo Santoro, por "Meu país", de André Ristum
Melhor atriz: Denise Fraga por "Hoje", de Tata Amaral
Melhor ator coadjuvante: Ramon Vane, por "O homem que não dormia", de Edgard Navarro
Melhor atriz coadjuvante: Gilda Nomacce, por "Trabalhar cansa", de Juliana Rojas e Marco Dutra
Melhor roteiro: "Hoje", de Tata Amaral
Melhor fotografia: "Hoje", de Tata Amaral
Melhor direção de arte: "Hoje", de Tata Amaral
Melhor trilha sonora: "Meu país", de André Ristum
Melhor som: "As hiper mulheres", de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro
Melhor montagem: "Meu país", de André Ristum
Curtas
Melhor filme: "L", de Thais Fujinaga
Melhor direção: Thais Fujinaga, diretora de "L"
Melhor ator: Horacio Camandulle por "De lá pra cá", de Frederico Pinto
Melhor atriz: Eloina Duvoisin por "A Fábrica", de Aly Muritiba
Melhor roteiro: "A Fábrica", de Aly Muritiba
Melhor fotografia: "Imperfeito", de Gui Campos
Melhor direção de arte: "Premonição", de Pedro Abib
Melhor trilha sonora: "Ser tão cinzento", de Henrique Dantas
Melhor som: "De lá pra cá", de Frederico Pinto
Melhor montagem: "Ser tão cinzento", de Henrique Dantas
Mostra Brasília - Prêmio concedido pela Câmara Legislativa do DF
Melhor filme de longa metragem - 1º colocado: "Cru", de Jimi Figueiredo
Melhor filme de longa metragem - 2º colocado: "Sagrada terra especulada", de produzido por um coletivo de cineastas de Brasília
Melhor filme de curta metragem - 1º colocado: "Deus", de André Miranda
Melhor filme de curta metragem - 2º colocado: "A arte de andar pelas ruas de Brasília", de Rafaela Camelo
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