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Retrospectiva de Péter Forgács

O documentarista húngaro Péter Forgács é considerado o inventor de um gênero cinematográfico. Sua obra, que é exibida pela primeira vez no país, é destaque em festival no CCBB

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[legenda=O filme Eu sou von Höfler integra a série Private Hungary e é um dos destaques da mostra sobre o cineasta Péter Forgács]Péter Forgács transforma arquivos pessoais em cinema. Essa é uma das principais características do cineasta, que utiliza fotos e vídeos de família, imagens de arquivo, entre outros registros do cotidiano para contar a história de seus personagens. Assim, Forgács consegue fazer uma leitura mais humanizada do mundo.


Sua obra é o tema da mostra Péter Forgács: Arquitetura da Memória, que será realizada a partir de 7 de fevereiro, no Centro Cultural Banco do Brasil. Ainda pouco conhecido pelos brasileiros, o cineasta é considerado o criador de um novo gênero cinematográfico, no qual os personagens são mostrados o mais próximo possível de sua realidade.


Forgács é aclamado internacionalmente pela realização dos chamados home movies (filmes de família). Com mais de 30 produções, ele já conquistou prêmios nos principais festivais internacionais. “O trabalho de Forgács nos ensina que o mundo mostra apenas figuras, mas, no processo de destruição dessas imagens, as inúmeras verdades da história dos homens revelam sua face gloriosa”, avalia a curadora da mostra, Patrícia Rebello. De acordo com ela, o discurso praticado pelo diretor desponta como uma das principais narrativas do documentário contemporâneo.

 

Retratos do Holocausto
[legenda=Hunky Blues – O sonho americano narra a trajetória de imigrantes húngaros]A partir de material de arquivo, o cineasta converte a vida de pessoas comuns em relatos plenos de fascínio. Suas obras humanizam as vítimas do Holocausto, por exemplo, apresentado-as como pessoas comuns, com seus dilemas, prazeres, paixões e desejos. O realizador devolve a dignidade humana a essas pessoas que tiveram sua existência atravessada pela fatalidade.


A mostra no CCBB exibirá 17 filmes e, além de Brasília, será levada ao Rio de Janeiro e São Paulo. Já a filmografia completa conta com mais de 30 produções, realizadas a partir de 1978. Um dos destaques é a série composta por 15 filmes chamada Private Hungary, feita a partir de filmes caseiros e found footages (“filmes perdidos”) produzidos entre as décadas de 20 e 80. Entre os mais aclamados estão The Bartos Family, de 1988, que mostra a saga de uma família dizimada pelo Holocausto, e Free Fall, de 1996, uma reflexão dos tempos pré-Shoah (pré-Holocausto) a partir dos filmes de família de um comerciante, músico e fotógrafo, György Petö, desaparecido depois de ser preso em 1944.


No dia 14 de fevereiro, o público terá a oportunidade de discutir as obras direto com o seu criador. Péter Forgács participará de um debate, via Skype, que está marcado para começar às 19h. Além dele, participam o organizador da mostra, Rafael Sampaio, e a curadora Patrícia Rebello. A entrada é franca, mediante a retirada de senhas na bilheteria.

 

[legenda=Péter Forgács usa imagens de arquivo, fotos e vídeos de família em seus filmes]PROGRAMAÇÃO


7/02
19h - Tractus de Wittgenstein + A família Bartos (classificação indicativa: 10 anos) 21h - Hunky Blues + O sonho americano (classificação indicativa: 10 anos)

8/02

19h - A terra do nada (classificação indicativa: 10 anos); 20h30 - A sós com a morte (classificação indicativa: 12 anos)

9/02

16h - Eu sou von Höfler + Eu sou von Höfler (parte 2) (classificação indicativa: 10 anos); 19h - Márai Herbal + Dusi & Jenó (classificação indicativa livre); 21h - El Perro Negro – Histórias da Guerra Civil Espanhola (classificação indicativa: 10 anos)

10/02

17h30 - Miss Universe 1929 (classificação indicativa livre); 19h30 - Um leitor de Bibó (classificação indicativa: 10 anos); 21h - O Êxodo do Danúbio (classificação indicativa: 10 anos)

11/02

17h30 - Filme de Ângelo (classificação indicativa: 12 anos); 19h - Queda livre (classificação indicativa: 12 anos); 21h - O turbilhão – Uma crônica familiar (classificação indicativa: 10 anos)


12/02
17h30 - Marai Herbal + Dusi & Jenó (classificação indicativa livre); 19h30 - Um leitor de Bibó (classificação indicativa: 10 anos); 21h - Enquanto isso em algum lugar (classificação indicativa: 10 anos)

14/02

19h - Debate com Péter Forgács (via Skype); 21h30 - Miss Universe (classificação indicativa livre)

15/02

19h - Hunky Blues – O sonho americano (classificação indicativa: 10 anos); 21h - El Perro Negro – Histórias da Guerra Civil Espanhola (classificação indicativa: 10 anos)

16/02

17h - A terra do nada (classificação indicativa: 10 anos); 19h - Enquanto isso em algum lugar (classificação indicativa: 10 anos); 20h30 - A sós com a morte (classificação indicativa: 12 anos)

17/02

17h - Eu sou von Höfler (parte 1) + Eu sou von Höfler (parte 2) (classificação indicativa: 10 anos); 20h30 - E/Ou (classificação indicativa: 10 anos)

18/02

17h - Queda livre (classificação indicativa: 12 anos); 19h - Tractus de Wittgeinstein + A família Bartos (classificação indicativa: 10 anos); 21h - Filme de Ângelo (classificação indicativa: 12 anos)

19/02

17h - O êxodo do Danúbio (classificação indicativa: 10 anos); 19h - E/Ou (classificação indicativa: 10 anos); 20h30 - O turbilhão – Uma crônica familiar (classificação indicativa: 10 anos)


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