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O Lorax, um tapa com luva de pelica
Em defesa da natureza, O Lorax – em busca da trufúla perdida faz crítica dura ao modo de vida da sociedade capitalista
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Thandara Yung
tyung@maiscomunidade.com Redação CerradoMix
Apesar do nome estranho e que não diz nada ao público sobre o filme, O Lorax – em busca da trúfula perdida, que estreia nos cinemas nacionais nesta sexta-feira, sabe muito bem a que veio. Sem papas na língua, o filme não poupa esforços para ironizar os atuais costumes da sociedade capitalista e suas consequências para o meio ambiente. O roteiro bem resolvido somado a personagens carismáticos, músicas e à beleza da computação gráfica são, provavelmente, as razões para a animação ter ficado duas semanas seguidas no topo das bilheterias dos EUA.
A trama gira em torno do garoto Ted Wiggins e sua incansável tentativa de se relacionar com Audrey. O cenário é uma cidade de plástico e um mundo onde as árvores foram extintas. Ted descobre, então, que sua maior chance de impressionar a garota é dando a ela uma árvore viva. A partir daí, Ted viaja por histórias do passado de Umavez-ildo, descobre o que aconteceu com as árvores do mundo e tenta resolver o problema.
Embora não seja o protagonista, a escolha de O Lorax para o título resume a lição de moral do longa. A bigoduda criatura alaranjada nada mais é do que um protetor da natureza. E evoca, a todo o momento a importância de cuidar e conviver bem com a fauna e a flora. Cheio da graça, ele consegue facilmente cativar o público e fazer com que sua causa seja abraçada.
Seguindo um costume que aos poucos vira tradição, O Lorax não é uma animação exclusiva para os pequenos. Na verdade, a espinha dorsal da história gira muito mais em torno de problemas da vida cotidiana adulta como, por exemplo, questões relacionadas ao consumo e ao meio ambiente. Outro aspecto que “desinfantiliza” a animação são as motivações do protagonista. Ted não quer achar as ávores porque é certo, ou para ajudar os amigos. E sim para impressionar e ter alguma chance com a bela garota.
Se o discurso é para conscientizar os adultos sobre a temática ambiental, a fofura do filme tem a missão de agarrar a atenção das crianças. O uso do maior número de cores possíveis faz a animação ser graficamente impecável. E as invenções para anos futuros, como a moto de uma roda só, devem deixar os pequenos com os olhos cheios de desejo.
Para concluir a fórmula de como agradar com animações entram em destaque as cenas musicais. Que vão desde canções com pegada comercial até chegar a um rock n' roll com direito a solo de guitarra. Os momentos são escolhidos com cuidado e a hora da cantoria serve para dar uma renovada no ar do filme, que se prende às músicas para apresentar as reviravoltas da trama. Uma animação que fará você sair do cinema querendo plantar sua árvore.
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