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Clímax do início ao fim

Após anos de preparação e espera, Os Vingadores supera qualquer expectativa e deve agradar aos fãs mais fervorosos

Tamanho da Fonte     Thandara Yung
tyung@maiscomunidade.com
 Redação CerradoMix

Foram necessários cinco filmes e quatro anos de espera até que se chegasse o momento de estreia do filme-evento Os Vingadores – The Avengers, que acontece nesta sexta-feira. Um trabalho feito por fãs e para fãs. O diretor Joss Whedon entrega duas horas de puro êxtase nerd em uma transposição quase perfeita do espírito dos quadrinhos para as telas. Um filme que consegue realizar a difícil missão de equilibrar ação, seis heróis, roteiro bem amarrado, humor e, até mesmo, certo ponto dramático.

No longa, quando Loki (Tom Hiddleston ), o Deus da Mentira e da Trapaça, ressurge ameaçando a existência da vida na Terra,  Nick Fury (Samuel L. Jackson), retoma a Iniciativa Vingadores. Ao reunir os heróis Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e Viúva Negra (Scarlett Johansson), a S.H.I.E.L.D. aposta todas as fichas para tentar salvar a humanidade.

Não há intervalos para que surja o desinteresse do público e é difícil tirar os olhos da tela. O filme começa no topo e se mantém assim durante toda a projeção. É como se fosse um clímax de uma hora e meia e, no final, a linha do clímax é ultrapassada e chega a algo ainda mais grandioso.

Uma vez que cada um dos heróis já foi apresentado em seus filmes individuais, não há enrolação e nem momentos para reapresentar a personalidade de cada um. Aqui, fica óbvio o objetivo de fazer, de fato, um série interligada, onde assistir os antecessores é o básico para se inserir completamente na sessão.

 

Confira o trailer:

 

Responsável por grande parte dos alívios cômicos, o carisma de Robert Downey Jr., mais uma vez, é destaque na produção. E foi nos momentos de sarcasmos que Whedon apostou para tornar o filme ainda mais agradável. Mas não se engane quem pensa que o humor possa tirar o principal elemento de uma história de heróis: a ação.

É nesse quesito que Vingadores ultrapassa qualquer expectativa. A explicação para o sucesso é pura e simples: fidelidade aos gibis. Assim como se vê nas histórias originais, a proporção dos poderes de cada herói é extremamente exagerada, o que rende aos olhos dos mais fanáticos a possibilidade de ver sonhos se tornarem ralidade.

Que as cenas de ação funcionariam muito bem ninguém jamais duvidou. O grande questionamento sempre foi em relação ao roteiro. Após quatro anos unindo perfeitamente histórias independentes, a Marvel fez a lição de casa. O que vemos em Vingadores é um roteiro convincente e bem amarrado, que traz o pontos de reviravolta no momento exato em que a história precisa de uma pausa.

Pare enriquecer e humanizar ainda mais o roteiro, Whedon, faz uso da relação atípica entre seus seis protagonistas. Os pequenos momentos de interação dão ao filme a identidade de algo mais do que a pura e simples pancadaria, e mostram o processo de formação de um verdadeiro grupo.

Como é de praxe em filmes da Marvel, é melhor esperar na cadeira quando a sessão acabar. A clássica cena pós-créditos foi adiantada em Vingadores e, enquanto as letrinhas aparecem, o possível próximo vilão é revelado. Aos fãs alucinados, esses 25 segundos serão resultado de puro êxtase, completando a lista de ótimos momentos do longa.

 

Confira a programação completa de Os Vingadores nos cinemas da cidade.


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