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A vitória do entretenimento

Apesar de não ser uma obra prima dos cinemas, Battleship entrega ótimas cenas de ação ao público

Tamanho da Fonte     Thandara Yung
tyung@maiscomunidade.com
 Redação CerradoMix

Até mesmo um besteirol tem seus méritos quando assume de peito aberto o que realmente é. E é nesse quesito que Battleship – a batalha dos mares, que estreia nesta sexta-feira, ganha pontos. O filme, que mescla histórias militares com invasão alienígena, não tenta, em nenhum momento, ser mais do que puro entretenimento. E, apesar de algumas falhas no roteiro, entrega ao público cenas de ação de deixar qualquer um com o coração acelerado.

Na trama, a NASA descobre um planeta capaz de sustentar vida, já que tem massa e distância a um sol semelhantes às da Terra. Envia então ao espaço um sinal, disparado a partir de uma instalação no Havaí, lançado para dizer que "estamos aqui". Anos depois, a resposta chega na forma de uma frota enviada para nos exterminar. O local do ataque, no entanto, se dá durante um encontro internacional de Marinhas para exercícios de guerra. A força aparenta ser imbatível  e cabe ao Tenente Hopper (Taylor Kitsch) provar que não é mais um garoto e salvar o mundo da destruição.

O longa é baseado no jogo de tabuleiro homônimo produzido pela Hasbro nos EUA, e o diretor Peter Berg encontra uma boa solução para homenagear o jogo original. Em determinado ponto, os ataques do navio USS John Paul Jones são feitos quase às cegas, guiados por um plano cartesiano. Indicações do tipo “ataque no E24” são uma referência clara e simples, e são inseridos na trama em momento providencial.

 

Em tempos em que a humanidade tem se acostumado a ser salva de ataques alienígenas nos cinemas por Transformers e Vingadores, Battleship retoma às origens. O longa traz um que de Independence Day, quando o futuro da humanidade está nas mãos de um membro das forças armadas. A gande sacada para prender o público é a apresentação de um oponente praticamente invencível e a constante expectativa sobre a vitória.

 


Sem grandes atuações ou até mesmo uma trama que exigisse esforço maior do elenco, o filme cabe perfeitamente na programação da Sessão da Tarde. No campo da atuação, por sua vez, quem quebra expectativas é Rihanna. A cantora compõe de forma convincente no papel da Tenente Raikes, uma especialista em armamento. Claro, não é nada digno de Oscar, mas é melhor do que muitos de seus companheiros de profissão têm feito por aí.

O grande problema de Battleship está na amarração do roteiro, que se apresenta logo nas primeiras cenas. O filme gasta longos minutos com a apresentação de seu problemático protagonista. O filme demora em a mostrar a que veio e a sensação que se tem é a de ter entrado na sessão errada.

A tentativa de manter Sam (Brooklin Decker), a namorada de Hopper, em cena é desmantelada e traz ao filme seus momentos menos empolgantes. Como não fazer comparações a Transformers é quase impossível, Decker serve apenas para que uma mulher bonita e com o decote aparecendo esteja em cena, uma nova Megan Fox.

Mas vai ser fácil esquecer essas falhas quando as cenas de ação começarem. Aqui, a computação gráfica rola solta e destrói cidades pelo mundo inteiro. A expectiva e tensão para que os ataques marítimos funcionem crescem a cada momento. Mas vale lembrar que é preciso abrir a mente e aceitar os exageros do diretor Peter Berg (Hancok) para conseguir se divertir. Se for para pensar que é impossível um navio derrapar na água, é melhor nem comprar o ingresso.

 

- Confira a programação de Battleship nas salas da cidade

 


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