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Confira a programação desta quinta-feira do Cena Contemporânea
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O Cena Contemporânea continua com força total em seu terceito dia de atividades e espetáculos. Confira as atrações dessa quinta-feira:
19h às 22h
Outra Frequência – Audio-performance para Dois (BiNeural MonoKultur - Alemanha/Argentina) – Praça do Museu Nacional da República
Experiência sonora para duas pessoas que são convidadas a transitar por diferentes vivências virtuais. Com um fone de ouvido e um aparelho de MP3, cada um tem uma missão a cumprir que envolve o outro. Os espectadores, transformados em atores, interagem, enquanto o público assiste, de fora, a uma coreografia estranha, só compreendida pelos dois performers. O grupo BiNeural-MonoKultur trabalha procurando espaços não-convencionais e já realizou o projeto do Audiotur Ficcional em cidades como Berlim, Córdoba e São Paulo. Ariel Dávila e Christina Ruf formaram em 2004 o grupo BiNeural-MonoKultur, ao participarem como convidados do ciclo MitKopfhörer und Feldstecher, organizado pelo teatro Hebbel em Berlim. O projeto em Brasília tem coprodução da Difusa Fronte(i)ra.
19h30
Sobre Trutas, Cibalenas e Olhares – BR S.A. Coletivo de Artistas (DF) – CCBB - Teatro II
O espetáculo deu ao BR.S.A. – Coletivo de Artistas a oportunidade de jogar com o equilíbrio entre o conto Olhar, de Rubem Fonseca, que foi o mote para a criação cênica, e os desejos dos intérpretes da companhia. O conto retrata a vida de um escritor em estado contemplativo que, em um surto de inanição, e atordoado por sua serviçal, concebe um poema visceral e escatológico. Além disso, está presente a experimentação de vários sabores: a comida é algo muito presente durante a cena – peixes, cordeiro e até o coelho – tudo inspirado pelo conto de Rubem. O BR S.A. é um coletivo híbrido de artistas profissionais, criado em 2009, que possui formação acadêmica em artes cênicas, artes plásticas, formação musical e especializações em palhaço, direção teatral, iluminação, cenografia, figurino, produção, divulgação e programação visual.
21h
Mi Vida Después (Lola Arias/Argentina) – Teatro Plínio Marcos - Funarte
Seis atores nascidos na década de 1970 e começo dos anos 80 reconstituem a juventude de seus pais a partir de fotos, cartas, roupas usadas, relatos, lembranças apagadas. Cada ator faz um remake das cenas do passado para tentar entender o futuro. Como dublês de risco de seus pais, eles representam uma história familiar, que pode ser a de um pai militante de esquerda morto pela ditadura militar ou a de um pai soldado da inteligência do governo na mesma época. Escritora, diretora de teatro, performer e compositora, Lola Arias é apontada como uma das responsáveis pela afirmação da voz feminina na dramaturgia argentina. Seus textos exploram os limites entre realidade e ficção, usando biografias e documentos reais, num caminho que fica entre o surreal e o poético e já foram traduzidos para o inglês, francês e alemão.
21h30
Qualquer Coisa Eu Como Um Ovo - Companhia Setor de Áreas Isoladas (DF) – Teatro Goldoni
Inspirada no texto Angel City de Sam Shepard, originalmente escrito em 1976, o espetáculo apresenta a história de um grupo de teatro que passa por uma crise criativa e financeira. Partindo do nada para lugar nenhum, a peça mostra uma tentativa, possivelmente frustrada, de salvar um projeto teatral da aniquilação total. Transitando em uma realidade absurda, eles convidam um especialista como uma última tentativa desesperada para salvar suas peles. Porém, a cidade inteira está mudada e algo estranho começa a transformar suas aparências físicas. O fim está próximo. A companhia S.A.I. (Setor de Áreas Isoladas) busca o diálogo com as diversas áreas artísticas – como dança, música, fotografia, artes visuais, cinema, poesia e literatura – inspirada por referências como o realismo cinematográfico, narrativas fantásticas de Tim Burton e Quentin Tarantino e pelo movimento literário do realismo mágico, que evidencia o irreal na vida cotidiana.
22h
Sistema Criolina – Praça do Museu Nacional da República
Um ritual festivo com os ritmos que deram origem ao nosso rebolado e às células dançantes da música eletrônica mundial.
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