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Bel Ami - O Sedutor
Em Bel-Ami, Robert Pattinson não consegue se colocar como um ator convincente
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Robert Pattinson é desses atores que estão intimamente ligados a um personagem ou trabalho. Não importa o que faça, Pattinson sempre será lembrado, associado ou, se preferir, reduzido ao galã teen de Crepúsculo. Não é difícil imaginar que o ator queira se desvincilhar do seu passado recente e ser reconhecido como um profissional mais completo. Conferir essa tentativa é um dos motivos que pode levar o público a assistir ao drama de época Bel-Ami - O Sedutor, de Declan Donnellan e Nick Ormerod.
O filme é uma adaptação do livro do escritor francês Guy de Maupassant, publicado em 1885 e conta a história de um jovem chamado Georges Duroy, conhecido como Bel-Ami, rapaz pobre, de origem camponesa, que procura fortuna e afirmação social em Paris. No livro, Bel- Ami usa como arma seu charme irresistível e notável habilidade em seduzir as mulheres para conseguir o que deseja: a projeção financeira e profissional.
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Amante de mulheres casadas com figurões de Paris, Bel-Ami vai passando de amante em amante até chegar à infiel Clotilde (Christina Ricci), o mais próximo que o personagem chegará de um relacionamento verdadeiro. Tudo cai por terra quando o marido da poderosa Madeleine Forestier (Uma Thurman) morre e Georges aposta tudo para se casar com a viúva.
Trata-se de um filme basicamente de atores, cheio de diálogos longos e performances sólidas. Mas essa produção carece de três elementos básicos: direção, protagonista e roteiro.
Esse é o trabalho de estréia de Nick Ormerod e Declan Donnellan e as limitações dos dois estão presentes em quase tudo. Bela Ami é um filme de uma nota só, sem grandes viradas, nem aprofundamento de ideias centrais do romance, como a crítica à imprensa e à aristocracia. A dupla de diretores preferiu trabalhar a sensualidade e tensão sexual do romance. O problema é que para isso teriam que tirar o melhor do pálido Robert Pattinson. E aí mora o problema.
O Bel-Ami de Pattinson não seduz o espectador, não convence, não angaria simpatia. Muito pelo contrário. Nas mãos do ator vemos um pobre diabo sem qualquer sutileza ou carisma. Falta a mordacidade e o perfil desafiador para torcermos contra ou a favor. Na frente dos seus colegas de elenco, o ator simplesmente desaparece e acaba se confundindo com seu personagem. Para o espectador fica claro que Bela Ami nunca será o homem bem sucedido que almeja, e Pattison nunca deixará de ser o Edward Cullen de Crepúsculo.
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